Prefeitura tem 60 dias para apresentar planos que reduzam os impactos ambientais gerados pela mineração e que diversifiquem atividades econômicas na cidade.

Um relatório técnico apresentado pela Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE) identificou problemas nas políticas públicas relacionadas à exploração mineral em Nova Lima. A prefeitura tem agora 60 dias para apresentar planos que reduzam os impactos ambientais gerados pela mineração e que diversifiquem atividades econômicas na cidade que é dependente dos recursos provenientes da atividade. A análise feita pelo TCE indica a necessidade de um acompanhamento dos recursos oriundos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), sua aplicação e fiscalização.

O Projeto da CSul Desenvolvimento Urbano deverá se transformar numa fundamental alternativa para a solução da diversificação das atividades econômicas da cidade e até da região (Itabirito, Moeda, Brumadinho, Belo Vale) que ainda tem uma forte dependência da atividade de mineração, pois ele prevê um extenso leque de possibilidades de habitações e negócios para os próximos 50 anos. A região reunirá núcleos com uso misto dos espaços públicos, fomentando o desenvolvimento econômico, ambiental, social, cultural e urbanístico, atraindo novos empreendimentos e gerando alternativas de moradia, trabalho e lazer de alta qualidade para todas as classes sociais.

Além disso, dentre as premissas do projeto urbanístico da CSul para atrair o público para a região, estão a qualidade ambiental e preservação do ecossistema e biodiversidade, contemplados em uma Reserva Particular de Proteção Natural (RPPN) que terá em torno de 3,2 milhões m². Segundo o Superintendente da Csul, Waldir Salvador, as ações que serão fomentadas na centralidade irão gerar novas oportunidades de emprego para a população do entorno, contribuindo para o desenvolvimento urbano e para a valorização da região, que contará com empreendimentos planejados e organizados.

Fonte: Jornal Belvedere